segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Sobre a 2º parte 'disturbial' kyrids

Boa noite pessoas do Brasil e uma dos States (kkk),

Estou passando aqui hj para falar do TDA - Transtorno do Deficit de Atenção. Venho aqui me lamuriar que não basta a pessoa ter Asperger ela tem que vir no blogger.com fazer um blog e vir escrever nele pra não estudar pra prova, fazer os 6 trabalhos e ler um livro indicado da bolsa de iniciação que tem que entregar/ler essa semana, sim eu só consigo trabalhar sob pressão pq se eu tiver bastante tempo, ele se torna(rá) improdutivo. Eu viajo pra outras dimensões e procrastino muito, evitando fazer tarefas da facul não pq são chatas (não são aliás) mas pq a distração está sempre presente. Isso é muito ruim. Preciso ir atrás de um psicólogo pq não consigo administrar meu tempo direito, tá horrível, mal durmo e quando durmo hiberno demais. No entanto a facilidade de ficar acordada à noite = insônia + verpertinidade, me ajuda um bocado. O final de semana está guardado para a procrastinação/ócio e a semana pro estudo. Mas essa estratégia não está funcionando, pois no final de semana a vontade de sair da cama = 0 e nem minhas roupas eu tenho coragem pra lavar seus pensamentos: sai daqui imunda!Bicha nojenta né?. Resumindo minha vida é um pouco difícil,só um pouco msm. Minhas amigas só falam futilidades/ macho coisa que eu amo odeio e o pessoal da minha turma não gosta/tem medo de mim, Maravilha!
Hoje por exemplo perdi 2 aulas de manhã e só fui a tarde pq tinha um trabalho mais um de Epidemiologia e Saúde Ambiental. Não se enganem, não tenho retardo mental, pessoas com Asperger são muito inteligentes, mas aí o TDA-PD, o PD vem de predominantemente desatento, acaba com a minha motivação e eu só fico pensando em Dezembro quando vou poder viajar e ir pra minha terra natal e me encontrar com meu amigo A (que eu quero pegar) e minha melhor amiga F. Depois explico a história do motivo de eu querer pegar meu amigo A(que é depressiva e engraçada).






E eu me despeço pq tenho que estudar pra uma prova que me espera quarta-feira - 30/09 adoro.

domingo, 27 de setembro de 2015

Sobre isso aqui

Da hora que estou escrevendo isso aqui digo,

Boa noite,

O propósito de criar isto aqui já foi mencionado numa parte de meu perfil que é dizer como uma pessoa com sérios problemas sociais consegue sobreviver nossa, deixa de drama, enfim hoje começarei com uma pequena introdução. Meu nome é Kxxxxx autodiagnosticada com Asperger. Mas como assim K? Você nunca foi a um médico ou psicólogo? É o seguinte, não vou a um médico que preste pois o sistema de saúde desse país nunca se importará com esses tipos de transtornos sociais. E nunca alguém vai fazer um diagnóstico decente, então eu fui olhar no youtube pessoas com esse distúrbio e aí bingo! Todas as características citadas nas entrevistas com as tais pessoas com isso, 90% combinava comigo, não estou sendo hipocondríaca pelo amor, aliás só consigo me expressar mais ou menos escrevendo. O negócio é difícil, você se sente deslocado, você não é normal nem autista, é metade de cada um. Primeiro: esqueça iniciar/manter uma conversa pontual com uma pessoa desconhecida num grupinho pois isso pra mim é impossível; apesar de pensar bem nas sentenças acabo fazendo coisas infantis, sendo honesta demais (assim causando mal entendidos ou machucando as pessoas - sem perceber), repetindo gírias ou cantando em algum idioma (adoro cantar, aprendo super rápido expressões de outros idiomas e sou ambidestra - a parte escrita não muito).

Entender metáforas?
Ironias?
Sarcasmos?
Não muito, só os mais fáceis mesmo.

Vista daqui do prédio das garotas para a o gramado da parte da frente e para o prédio (um dos) dos meninos monstros pervertidos.

Apresentar seminários? Tenho que tomar uma certa coisa antes pra ficar menos medrosa e ansiosa, ainda troco algumas letras, às vezes.
Entender as pessoas? É um mistério pra mim, até que eu entendo alguns sentimentos: amor, tristeza mas é preciso que fique bem explícito. A morte de alguns familiares meus não fez com que eu chorasse, dificilmente choro, mas rio de qualquer coisa, mesmo se não for engraçado(a) pois o riso/sorriso desarma as pessoas e elas se aproximam de você.
Eu faço Biomedicina se você não sabe o que essa profissão faz, vá pesquisar e veja que ela é perfeita para pessoas como eu em uma Universidade Federal e frequentemente penso que meus colegas de sala tem medo de mim. Acho o ser humano uma coisa desprezível (ao contrário de meu amigo A, depois falo dele) pois ele age com medo/irracionalidade/violência contra algo que ele não conhece. Preciso de medo na minha vida também.
Outra coisa, a infantilidade, as pessoas amadurecem, eu não. Sou metade garota com 20 anos e metade garota com 10. Adoro Bob Esponja, desenhos japoneses (animes), ler mangás, livros de fantasia/aventura. Amo me fechar nesse meu mundo e não gosto das conversas superficiais que incluem dançar forró, festa e pegação. Como não consigo entender direito nem minhas amigas (sim, eu tenho amigas) imagine uma pessoa do sexo oposto. Por uma situação traumática do ensino médio passei a ter medo de homens.
Conversar com uma pessoa olhando em seus olhos é difícil também, muito difícil. Meu professor começou a explicar uma coisa que eu perguntei pra ele esses dias, ele falando e eu olhando pra minha cadeira ou pro chão ou pra frente (isso é chato pakarai).
Eu moro numa Residência Universitária que é um lugar onde as pessoas de cidades do interior ou de outros estados moram pois não tem dinheiro pra alugar nem um quitinetezinho. As garotas que compartilham o quarto fora eu, coleguinha B e C, tem a D também, mas ela é insuportável, continuando, a coleguinha B e C me ajudam bastante sem perceber. Por causa delas consigo me expressar melhor, mas o problema da sociabilidade - sei nem se essa palavra existe ó -  ainda é um desafio. Esse foi só para esclarecer minha situação e eu vou continuar escrevendo para desabafar sobre a minha vida de dupla sofrência acadêmica especial daqui para a frente...

Meta: ter 10 amigas.

Até mais, só expliquei hoje a parte de ter Asperger, depois falo como é ter isso junto com Déficit de Atenção (é, ó, óteeeeeeeeeeeemo).